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Oct 15

Conectividade de objetos, prevista na década de 80, já é realidade

A internet como conhecemos está com os dias contados. Estamos vivendo um momento de transição, em meio à “computação pervasiva ou ubíqua”, termo que surgiu na década de 80 e derivou do conceito em inglês “ubiquitous computing”. A ideia remete a um mundo todo conectado e a uma previsão de 30 anos atrás que já está se concretizando: além de interligar pessoas, a rede mundial de computadores deve avançar para a exploração da conexão entre diferentes objetos. O propósito da tecnologia é simplificar processos e facilitar cada vez mais o cotidiano das pessoas.

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Caso você ainda não tenha percebido, estamos falando da Internet das Coisas (IoT- Internet of Things). Segundo a revista The Economist,96% das empresas do mundo inteiro estarão utilizando a tecnologia até 2016, pelo menos em algum aspecto de seus negócios.

Cadeia de produção
Um dos potenciais a ser explorado neste segmento é a otimização da cadeia de produção, através do monitoramento das condições e do uso dos produtos e equipamentos por sensores.

A Bascol, empresa de atacado de produtos infanto-juvenis, é um exemplo de indústria que já utiliza a IoT em sua produção. Ela é a segunda maior usuária de etiquetas com RFID (sensores) nas embalagens – são cerca de 70 mil por dia. No setor de vestuário, ela fica atrás apenas da inglesa Marks & Spencer.

Com o processo de coleta de dados em tempo real, pode-se trabalhar estas informações a fim de descobrir potenciais problemas e corrigir as falhas antes que venham a tornar o processo mais caro. Além disso, o processo de monitoramento da IoT possibilita ainda vendas proativas de partes de reposição, uma melhor escolhas de materiais e de design, aumento da eficiência e aceleramento do tempo de entrega.

Casa conectada
Mas o grande impacto será sentido mesmo quando a IoT passar a integrar nosso dia a dia. Grandes marcas já apresentam simulações da “casa conectada” em feiras tecnológicas por todo o mundo. O conceito se refere basicamente a uma casa com objetos eletrônicos que se antecipam às necessidades do morador, tomando decisões para atendê-lo de forma inteligente. Relógios, smartphones, tablets e outros gadgets podem enviar comandos a eletrodomésticos para que estes realizem suas tarefas assim que o morador acordar ou chegar em casa depois do trabalho.

Cafeteiras, máquinas de lavar, geladeiras, todas conectadas e trocando informações entre si e com computadores centrais. Na prática, a geladeira poderá enviar informações ao supermercado sobre um produto que acabou e fazer a compra pelo usuário. A coleira do cachorro pode se conectar com o celular do dono para avisar que ele fugiu. Os carros podem se conectar com uma rede especial da cidade para se locomoverem sem precisar de motorista. Esta é apenas uma parte da multiplicidade de opções oferecidas pelo universo da IoT.

Amazon
Esta realidade parece distante, mas já existem empresas lançando produtos inteligentes no mercado. Recentemente, a Amazon criou um dispositivo de IoT para ser usado pelo consumidor final. Trata-se de um botão identificado com uma determinada marca que pode ser fixado em qualquer lugar. Quando produto acaba, e só apertar o botão. Assim, o fornecedor recebe a informação e entrega a mercadoria no endereço do consumidor.

Fontes: ComputerworldDraft e CanalVidaModerna

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