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Nov 12

Impressoras 3D possibilitam a bioimpressao

A criação de órgãos humanos através de impressoras 3D, processo chamado de bioimpressão, já é possível. Seja para atender demanda de pacientes em filas de transplantes ou para a realização de testes de drogas, os benefícios desta tecnologia, ainda em fase inicial de utilização, são inúmeros.

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Atualmente, pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, dedicam-se a um projeto que poderá tornar possível imprimir órgãos sob demanda para pessoas que estão em filas de transplante.

O processo é realizado em duas fases que envolvem a captura das imagens e a impressão do material. A captura de imagens é feita a partir de exames de ressonância magnética. A partir daí e desenvolvido um protótipo do órgão, que é enviado para a impressora 3D. No lugar de plástico ou metal são utilizados materiais orgânicos, tais como colágeno e fibrina.

Dificuldades de sustentação
Apesar de a bioimpressão representar uma grande evolução na medicina, os pesquisadores encontram dificuldades quanto à resistência dos materiais, que não é suficiente para sustentar o peso do objeto criado na impressora. Para sanar este problema, foi desenvolvido um gel de polímero de ácido acrílico que possui a mesma consistência do álcool em gel. No entanto, por não ser orgânico, o polímero acaba matando as células durante o processo de criação. A próxima etapa do projeto é encontrar uma maneira de incorporar células reais do coração nas estruturas de tecido impressas.

Confira o vídeo que mostra o funcionamento do processo de bioimpressão.

Por conta do cenário atual, a maior aposta dos especialistas é a utilização da bioimpressão para a produção de pequenos pedaços de tecido para cirurgias de reparação de órgãos. As células coletadas são cultivadas e transformadas em espécie de tinta, batizada de biotinta. A este material é adicionado um gel que sustenta as células. Os pesquisadores também estão trabalhando para tornar possível o desenvolvimento de tecidos em uma espécie de incubadora.

Também nos Estados Unidos, uma empresa pioneira no uso da bioimpressão, a Organovo, já desenvolve fígados humanos para testes de drogas, evitando assim os testes em animais.

Fontes: Olhar Digital e Techtudo.

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