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Sep 04

Smartphones e tecnologia de realidade aumentada otimizam o aprendizado em escola de idiomas

Os smartphones, que já foram considerados vilões em sala de aula, hoje se transformaram em um grande recurso para melhorar o aprendizado. É o que está acontecendo em uma escola de idiomas de Curitiba (PR), onde os alunos apontam o celular para o livro didático e veem o conteúdo ganhar vida na tela do celular, com animações tridimensionais e interativas. Trata-se da tecnologia de realidade aumentada (RA), adotada pela BSL Idiomas, que abriu suas portas na capital paranaense em março de 2015.

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Por meio de um aplicativo, a escola trouxe para o dia a dia dos estudantes uma tecnologia famosa no universo dos games e do cinema. “A realidade aumentada tem enorme potencial de uso por proporcionar novas e estimulantes maneiras de incrementar o ensino e permitir maior interação entre professores e alunos”, comenta a diretora da escola, Silvana Lucas Silva.

A coordenadora pedagógica da escola, Maria Angélica Scarante, destaca que o aplicativo facilita a assimilação dos temas para estudantes de diferentes perfis cognitivos: os que aprendem de forma visual, os que têm mais facilidade com a parte auditiva e os que compreendem a partir da apreensão de todos os sentidos, chamados de sinestésicos. “O aluno pode acompanhar pelo livro, pelo celular ou pela TV da sala, que reproduz os conteúdos de RA enquanto o professor dá as explicações. Dessa forma, conseguimos potencializar o aprendizado”, explica.

 

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Aulas mais divertidas
De acordo com Wellington Moscon, diretor da startup que desenvolve soluções de realidade aumentada para diversas escolas brasileiras, o principal motivo para investir na tecnologia é ampliar a capacidade de retenção dos alunos em conteúdos mais complexos. “A RA permite que o usuário faça simulações com modelos 3D e interaja com os elementos da mesma forma que faria em um game”, afirma. “O aluno pode viajar por vários cenários dentro do contexto do idioma, o que o torna mais receptivo ao aprendizado”, complementa Silvana.

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Além das animações, os conteúdos de áudio também são acessados por meio do aplicativo. “Hoje é raro quem tem aparelhos de leitura de CD, então acreditamos que esse formato traz mais comodidade para os alunos, que podem estudar em qualquer lugar a partir do próprio celular”, comenta Maria Angélica.
Tecnologia curitibana
A integração de conteúdos de realidade aumentada com os livros é realizada a partir da inserção de códigos no material impresso da escola. “Ao ser lida pela câmera do celular ou tablet através do aplicativo, os códigos se transformam no conteúdo interativo que é exibido na tela”, explica Alex Werner, diretor de TI da Eruga.

Criada em 2013, a startup curitibana desenvolve soluções educacionais com o uso de realidade aumentada para instituições como Rede Salesiana e Senai-PR. Somente a Rede Salesiana, com mais de 100 escolas em todo Brasil, deve levar a realidade aumentada para mais de 20 mil alunos até 2017.

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